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SORRISOS OBRIGATÓRIOS E TANQUES DE OXIGÊNIO: AS EXIGÊNCIAS INUSITADAS DE ASTROS DO K-POP NO BRASIL (EXCLUSIVO) - Cidade FM

SORRISOS OBRIGATÓRIOS E TANQUES DE OXIGÊNIO: AS EXIGÊNCIAS INUSITADAS DE ASTROS DO K-POP NO BRASIL (EXCLUSIVO)

Sorrisos obrigatórios e tanques de oxigênio: as exigências inusitadas de astros do K-Pop no Brasil

(Fotos: Divulgação)

MONSTA X, ENHYPEN, aespa, Stray Kids, NTX e BTS estão a caminho do Brasil. O mercado de shows de K-Pop no país está aquecido, e seus bastidores guardam pedidos excêntricos e muitas especificidades. O POPline conversou com profissionais do mercado e descobriu que tanques de oxigênio e equipe sorridente estão entre as exigências que já marcaram alguns eventos.

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Sorrisos obrigatórios e tanques de oxigênio: as exigências inusitadas de astros do K-Pop no Brasil

(Foto: Divulgação)

“Em um show que trabalhei, uma das orientações era que a equipe local estivesse sempre sorrindo durante o trabalho, porque o artista ficava ansioso e não gostava de ver as pessoas com expressão muito séria”, revela Caren Murai, produtora artística que trabalhou em vários shows de K-Pop no país, como Everglow e P1Harmony.

Outra vez, a produção solicitou 100 unidades de cada alimento e bebida disponibilizados no camarim. Tinha que ser esse número exato. “Eles contaram tudo, item por item”, lembra Caren. Mas, em geral, os pedidos mais sérios são sobre infraestrutura e segurança.

Padrão de qualidade alto e fuso horário são desafios

Apesar disso, Laiza Kertscher, que cuida das negociações da HighwayStar, produtora que já trouxe BTS em 2015 e MONSTA X em 2019, acredita que artistas asiáticos não fazem tantos pedidos excêntricos quanto os ocidentais. “As principais demandas são de itens para a preparação do visual do artista e para que eles tenham boas condições na apresentação, como tanques de oxigênio, pontua.

Laiza conta que as maiores exigências são quanto à parte técnica, mesmo para shows em locais menores. As produtoras nacionais também precisam se adequar ao fuso horário das equipes coreanas. Os coreanos seguem um padrão liberal de trabalho e as equipes demandam atenção em tempo integral. Patrícia Kazys, diretora da Far Music Entertainment, que já trouxe vários artistas de K-Pop, concorda:

“O coreano tende a querer as coisas ‘pra ontem’ e nós, brasileiros, temos a mentalidade de ‘Ok, temos oito horas de trabalho, em algum momento faço essa entrega’. Mas, com o tempo, ambas as equipes se ajustam ao seu modelo de trabalho”.

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Foto: X/@stray_kids

Andre Matalon, fundador da produtora Music On Events, viveu isso na pele para fechar um show do ENHYPEN no Allianz Parque, em São Paulo, para 4 de julho. “Muitas vezes você recebe um e-mail às 6h da manhã e, se demora um pouco para responder, já passou da meia-noite na Coreia. Isso exige muita atenção e agilidade na comunicação”, ressalta.

Apesar dos desafios, o mercado de shows de K-Pop no Brasil só cresce. O pop coreano teve entrada no Lollapalooza no início do ano, ganhou uma noite só dele no Rock in Rio, e o BTS já é pedido para o “Todo Mundo no Rio”.

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Foto: Twitter/@bts_bighit

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