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PEPITA, MELODY, DIEGO MARTINS E MAIS ABREM MÃO DE CACHÊ PARA A PARADA LGBT+ DE SP - Cidade FM

PEPITA, MELODY, DIEGO MARTINS E MAIS ABREM MÃO DE CACHÊ PARA A PARADA LGBT+ DE SP

Pepita, Melody, Diego Martins e mais abrem mão de cachê para a Parada LGBT+ de SP

Crédito: Divulgação

Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo está prestes a fazer história mais uma vez. No dia 07 de junho de 2026, a Avenida Paulista vai receber a 30ª edição do maior evento do gênero no mundo. Mas, os bastidores deste ano revelam um cenário de superação e muita união de braços dados com a música.

Pepita, Melody, Diego Martins e mais abrem mão de cachê para a Parada LGBT+ de SP

Foto: Jose Cordeiro/SPTuris e Logo

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Em um ano marcado por uma inesperada redução de patrocínios, a comunidade artística provou que o orgulho e a causa vêm antes do bolso. Grandes nomes do pop, do funk e do rap decidiram abrir mão de seus cachês habituais ou viabilizar suas apresentações cobrando apenas os custos operacionais básicos (como transporte e logística).

Quem são os artistas confirmados na corrente de apoio?

A lista de quem disse “sim” para a Parada, independentemente de verba, é pesada e reflete a diversidade do line-up atual. Entre os confirmados que reduziram ou zeraram o cachê para garantir que a festa aconteça, estão:

  • Melody (que promete arrastar multidões com seus hits virais)

  • MC Soffia e MC Trans (trazendo a força do funk e do rap)

  • Pepita e Diego Martins (ícones absolutos do carisma e do pop)

  • Jup do Bairro (referência em arte e representatividade)

  • E mais: Diveras, Isma, Katy da Voz e As Abusadas, Bombeat, Zumbicore e Dornelles.

“Eu não poderia ficar de fora de um espaço que sempre acolheu, fortaleceu e deu visibilidade pra nossa comunidade. Estar na Parada de São Paulo esse ano, é um posicionamento. Porque nem tudo pode ser sobre lucro quando estamos falando de resistência, representatividade e vidas. A nossa comunidade já movimentou muita campanha, muita audiência e muito dinheiro. Agora também é hora de entender quem realmente caminha com a gente quando os holofotes diminuem”, reflete Pepita.

Isma é outro nome que abriu mão de cachê se apresentar na Parada LGBT+ de São Paulo.

“Faço arte pra ganhar dinheiro mas também por disputa política, meu corpo por si só no palco já conta uma história, fiz questão de aceitar participar da parada sem cachê porque foi movimentos como a parada que permitiu hoje termos um leque enorme de artistas LGBT’s vivendo de música nesse país, uma coisa leva a outra, posso não estar ganhando dinheiro agora mas estou ganhando o direito a vida e diretos básicos que são essenciais pra mim correr atrás dos meus sonhos o resto do ano ! Estou com a comunidade até o final.”

“A rua convoca, a urna confirma”: O tema político de 2026

Completando 30 anos de existência, a APOLGBT-SP (organização do evento) definiu o tema deste ano como um chamado direto à ação: “30 Anos Parada SP: A rua convoca, a urna confirma”. Ao todo, serão 14 trios elétricos espalhados pela Av. Paulista, reunindo além dos shows, coletivos, ativistas e as marcas que mantiveram o apoio ao evento de três décadas. A ideia é conectar a festa e a ocupação do espaço público com a importância do voto e da representatividade política.

Se apresentando pela primeira vez, Jup do Bairro destaca a luta por trás do evento:

“A onda de conservadorismo que enfrentamos anda lado a lado com as nossas conquistas; a nossa luta em evidência faz com que pessoas preconceituosas se sintam intimidadas, simplesmente por não aceitarem que tenhamos uma vida minimamente digna. Venho construindo a minha carreira com muita luta, assim como inúmeros outros corpos LGBT+. Por isso, mais do que nunca, este é o momento de nos unirmos, juntarmos as nossas vozes e gritarmos que não haverá retrocesso. Nós vamos para a rua e vamos para as urnas.”

Por fim, Zumbicore relembra o quanto a comunidade LGBT+ precisa estar atenta, mesmo com alguns direitos já conquistados e avanços.

“Muitas vezes a história se repete, e isso pode servir tanto como forma de celebrar o que conquistamos, mas também como um alerta pra que estejamos preparados pra tudo. Esse ano tem sido complicado pra comunidade de artistas LGBTQIA+, por isso estarmos juntos, na rua, mais uma vez é um recado não só pra nossa comunidade, mas também pra qualquer um que tente invalidar a potência do nosso trabalho. Antes de chegar na minha mão, o microfone passa por várias outras, e todas devem ser respeitadas e remuneradas da forma correta.”

Mudança importante no trajeto

Se você vai para curtir os shows, atenção redobrada devido a obras na região, ou seja, os trios elétricos vão percorrer apenas o lado ímpar da Avenida Paulista. A organização orienta o público a se espalhar e acompanhar o fluxo pelas ruas Haddock Lobo e Bela Cintra para evitar gargalos e curtir com segurança.

Serviço:

  • O que: 30ª Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo

  • Quando: 07 de junho de 2026 (domingo), a partir das 10h

  • Onde: Avenida Paulista, São Paulo (SP)

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