Harry Styles apresentou ao público na noite de sexta-feira, 17, o primeiro show da turnê “Together Together”, que mistura seus antigos sucessos com as novas canções do disco “Kiss All The Time. Disco, Occasionally.” É um show impressionante em vários quesitos. Só deixa a desejar quando algumas músicas exigem um pouco mais vocalmente.
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Foto: Giovanni Oliveira @ghioh | POPline
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Fcukers esquentaram o palco para Harry
Antes mesmo de Harry Styles pisar no palco, a dupla estadunidense Fcukers já compartilhava a energia agitada e emocionante que reinaria pelo resto da noite. Mesmo sem utilizar a estrutura completa que Harry trouxe em sua turnê, a presença de Shanny Wise e Jackson Walker bastou para vibrar até mesmo quem ainda não os conheciam, bastando a sonoridade dançante e a atitude de quem sabe o que é capaz de fazer.
Estrutura de arrepiar
A qualidade da estrutura que recebeu Harry Styles é um dos pontos que mais merece ser reconhecido. O cantor trouxe à turnê um verdadeiro show de luzes, cores e efeitos especiais, que a cada música pareciam mudar completamente o sentimento compartilhado pelos fãs presentes. Os telões, leds, painéis e luzes coloridas deram um toque especial de energia até mesmo para as canções mais lentas, dando o tom de intensidade certeiro ao que já é emocionante por si só.
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O palco, que também é recheado por leds coloridos e elementos que interagem com as luzes e ambiente, se tornou parte do espetáculo de cores, formas e brilhos que acompanharam a apresentação do astro, indo além da proposta tradicional e apostando em suas dimensões como forma de aproximar Harry ao seu público.
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O tamanho do palco e quantidade estonteante de efeitos visuais, apesar de elogiados, também receberam críticas: mesmo que bonitos, são visualmente cansativos, e em canções mais agitadas (quando os leds estão brilhando com mais intensidade) podem ser os responsáveis por perder Harry Styles de vista. O cantor pulou, correu, dançou, porém a magnitude dos efeitos visuais em simultaneidade com a agitação de Harry pode ter sido levemente confusa para quem o assiste.
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Quando a qualidade musical rouba a cena
É impossível escutar a orquestra de Harry Styles sem derramar lágrimas. A delicadeza que o grupo traz ao momento contrasta com os momentos de agitação e entrega ao público o respiro perfeito — e também um momento de descanso entre tantos pulos e gritos. Não apenas a orquestra, porém a banda como um todo merece ser reconhecida pela qualidade — e isso inclui as backing vocals que, indubitavelmente, conquistaram cada fã presente com a voz angelical e certeira que deram o toque de delicadeza necessário às canções.
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Faltou gogó: voz do astro foi o ponto baixo da noite
Harry entregou muita estrutura, um espetáculo de efeitos especiais e uma banda excepcional, mas, talvez, não tenha tido tanto tempo para investir no que de fato o torna um cantor — sua voz. De modo geral, as canções de Harry não exigem técnicas vocais avançadas ou um super talento para serem interpretadas, e o que o astro entregou pode ser considerado bom, afinado, mas nada que tenha arrepiado os ouvintes.
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Faixas que exigem um pouco mais de sua voz, como “Fine Line” e “Sign Of The Times” foram cantadas de forma morna, evitando arriscar notas altas nas canções e ignorando completamente a possibilidade de ir além do óbvio com o auxílio de adornos vocais. O que os fãs presenciaram foi um Harry Styles que performa muito bem, mas que se mostrou básico na cantoria.
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Em suma, Harry Styles trouxe ao Brasil uma verdadeira obra de arte, um espetáculo de tirar o fôlego, uma memória repleta de luzes, danças, hits e emoções que foram postas para fora incontrolavelmente — seja com o apoio da estrutura impressionante ou pela história que cada fã possui com sua obra.




