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Resumo da notícia
Danilo Cutrim dá um novo e importante passo em sua trajetória com o lançamento de “Neon”, seu segundo álbum solo, já disponível. Quatro anos após a estreia com “Azul” (2022), o cantor promove uma virada em direção às pistas de dança, resgatando a sonoridade e o balanço contagiante dos bailes dos anos 80.

Inspirado em ícones da música brasileira como Lincoln Olivetti, Cassiano, Tim Maia e Sandra Sá, o trabalho mergulha no funk e soul para embalar narrativas confessionais sobre términos, reencontros e memórias de família. Danilo falou ao POPline sobre a nova era; confira!
Mesmo mantendo suas raízes com os grupos que marcaram gerações da música nacional, Danilo encontrou no projeto solo o espaço necessário para expressar temas vulneráveis e explorar novas facetas vocais e instrumentais.
Segundo o artista, a transição exigiu amadurecimento técnico, domínio de registros agudos e a escolha de arranjos mais minimalistas pautados pelo conceito de “menos é mais”.
“É um disco bem pessoal, que fala muito de amor, coisa que seria muito complicada aplicar em banda de compositores, como o Braza. Além disso, era um tipo de música que sempre quis fazer, mas não tinha ferramentas. Foi necessário o tempo pra me dar maturidade, registro de voz mais aguda, conhecimento de outros músicos e arranjos mais minimalistas”, explica Danilo.
Danilo Cutrim
O artista reforça que o caráter íntimo do repertório exigia uma liberdade artística que ultrapassava as fronteiras do trabalho coletivo: “São histórias que não caberiam em outro formato”, resume Danilo.
Todas as sete faixas ganharam clipes no formato de vídeos de estúdio, compondo um vídeo álbum completo no canal do artista no YouTube. A identidade visual aposta em figurinos de brechó, iluminação marcante e referências estéticas à cultura pop dos anos 80.
As faixas de “Neon” transformam vivências reais e experiências oníricas em canções de forte apelo sentimental. É o caso de “Vamos Tentar”, escrita após um sonho do artista projetando a reconciliação de seus pais, e de “Saudade”, inspirada em uma lembrança afetiva com sua falecida avó.
“‘Saudade’ eu não posso ir muito além cantando senão me emociono muito. Afinal quem não? Pessoas que se foram fazem muita falta e tocam em um ponto muito delicado”, admite o cantor.
O disco traz ainda a faixa de trabalho “Devagar”, que sintetiza o suingue e a veia romântica do projeto, além de “O Tempo Para”, que retrata a tensão do reencontro com um antigo amor em meio ao salão.
Na contramão de produções digitais saturadas de correções artificiais, Danilo Cutrim optou por registrar o álbum através de takes contínuos ao vivo, valorizando o áudio em fita e a expressão natural dos instrumentistas.
“Queria preservar a verdade. Ninguém é robô. Então ligeiros ‘erros’ na realidade pra mim são os acertos. Fica humano. Verdadeiro”, ressalta.
Danilo Cutrim
A ficha técnica reúne produtores de renome da música brasileira: Felipe Vassão (Emicida, Elza Soares, Pitty), Dudinha (Seu Jorge, Criolo, Gal Costa), Fábio Pinczowski (Catto, Vanguart) e o engenheiro de som João Milliet, vencedor do Grammy Latino.
A turnê de lançamento de “Neon” já está na estrada. Após realizar show em São Paulo, Danilo Cutrim apresenta o repertório inédito e sucessos no Rio de Janeiro no dia 28 de agosto, no Dolores Club.