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VMA 2026: MADONNA LIDERA LISTA DE INDICADOS COM 11 NOMEAÇÕES
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Resumo da notícia
A lista de indicados ao VMA 2026 despertou um debate: KATSEYE é K-Pop? O grupo recebeu duas indicações – melhor coreografia e melhor clipe de K-Pop. Nesta segunda categoria especificamente, ele aparece ao lado de grupos sul-coreanos como BLACKPINK, BTS, LE SSERAFIM e da rapper tailandesa Lisa. A inclusão do KATSEYE desagradou parte dos fãs do pop coreano.
“Acredito que isso entra muito na discussão, que se tem dentro da indústria, sobre se K-Pop é um gênero ou não“, analisa Carol Steinert, editora-chefe da Hit Magazine, voltada para cultura asiática. Não há consenso quanto ao tema.
“Pra mim o K-pop virou uma indústria e não um gênero, até porque o chamado ‘K-pop’ sempre foi uma mistura de diversos gêneros musicais. A indústria do K-Pop engloba as ‘fábricas de idols’, tempos de treinamento e tudo que engloba um lançamento dentro desses moldes coreanos. Olhando por esse lado, sim, o KATSEYE é K-POP, vem da indústria do K-POP, ainda mais tendo uma integrante sul-coreana”, ela diz ao POPline.
(Foto: Divulgação)Criado pela HYBE, importante agência na indústria de K-Pop, em parceria com a Geffen Records, gravadora norte-americana, o grupo é formado pelas seguintes membros:
Elas foram escolhidas no reality show “Dream Academy” e treinadas no modelo de K-Pop. Mas a HYBE sempre apresentou o projeto como um girlgroup global. O jornalista Fefo Caires, especialista em K-Pop, destaca que o KATSEYE foi moldado com objetivo de ser uma união entre o ocidente e o oriente: “Por mais simplório que seja esse resumo”, diz.
(Foto: Divulgação)“Para ser sincero, eu acho que o Katseye está percorrendo um caminho inédito, por isso ninguém sabe muito bem como defini-lo ou como caracterizá-lo. Elas performam em ‘music shows’ coreanos, que são a principal plataforma de divulgação para grupos de K-Pop; fazem eventos na Coreia do Sul; possuem um modelo criativo fora do padrão norte-americano na confecção dos seus produtos e álbuns; mas, ao mesmo tempo, as músicas não são em coreano e o próprio grupo não se define como um grupo de K-Pop“.
Fefo Caires
Nas redes sociais, a principal crítica quanto ao KATSEYE e à indicação ao VMA 2026 de melhor clipe de K-Pop é que o grupo “muda de K-Pop para grupo global” de acordo com o que for mais conveniente no momento. Talvez a categorização em si não faça mais sentido – ecoando o protesto do BTS quanto à categoria de pop asiático no Grammy.
“Todo grupo de K-Pop que faz sucesso mundial não é também um grupo global? Onde um começa e outro termina?”, questiona Fefo Caires. Carol Steinert tem uma posição clara quanto ao tema: “Acho que todos deveriam ser apenas considerados ‘pop’ e assim poderiam concorrer contra todos os artistas igualmente, sem distinção de origem”.
Por que o enquadramento do KATSEYE como K-Pop gera desconforto e o do BLACKPINK não? O quarteto, que completou dez anos de carreira, tem metade de suas integrantes de fora da Coreia do Sul: Rosé é neozelandesa e Lisa é tailandesa. Elas se mudaram para a Coreia para o treinamento.
“A verdade é que não tem muita diferença, para além de elas terem treinado e debutado na Coreia, e tudo inicialmente ser voltado para o mercado sul-coreano. E, claro, o KATSEYE foi pensado para um público internacional, o que já tornou toda a estratégia delas bem diferente do BLACKPINK no começo”, avalia Carol Steinert.
Fefo Caires concorda que a trajetória do BLACKPINK nunca deixou dúvidas quanto ao seu enquadramento como K-Pop. Já o KATSEYE é diferente: o grupo não canta em coreano e tem boa parte de sua divulgação planejada para o mercado ocidental desde o lançamento. “Elas combinam características dos grupos de K-Pop, buscando criar um equilíbrio entre o que há de melhor, mais lucrativo, mais proveitoso e mais eficiente em todos os mercados”, conclui.